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Entre Aufklärung e mito: a reabilitação hegeliana da mitologia em Stuttgart

Resumo

Este artigo analisa a reabilitação da mitologia nos fragmentos de Stuttgart (1785–1788) do jovem Hegel, inserindo-os no contexto dos debates da Aufklärung. A tese central defende que os fragmentos sugerem que a mitologia possui uma função fundamental na formação moral e na integração comunitária, desafiando a narrativa da Aufklärung que reduzia o mito à mera superstição ou erro. O estudo reconstrói o horizonte intelectual da época, abordando a autocrítica do esclarecimento tardio e a interlocução com autores como Herder e Mendelssohn. Através da análise de notas de diário e dos excertos da época, o texto demonstra que Hegel identifica um particularismo na razão esclarecida, o que limitava seu impacto e alcance. Como alternativa, a mitologia é apresentada como uma verdade que respeita o horizonte de alcance (Gesichtskreis) do homem comum e que o guia na tarefa de esclarecer-se. Conclui-se que esses escritos juvenis já estabeleciam bases para a interpretação da mitologia diante da crítica da Aufklärung, moralidade e unidade comunitária.

Palavras-chave

Aufklärung, mitologia, formação moral, integração comunitária

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