O precursor cego, o visionário silencioso e o convidado de pedra: Hirt, Hegel e Goethe imaginando o "Nunca-museu"
Resumo
O objetivo principal deste artigo é refletir sobre a contribuição oferecida por G.W.F. Hegel e J.W. Goethe ao processo de musealização que afetou a Alemanha no final do século XVIII e início do século XIX. Para tanto, contudo, será essencial focar em uma figura injustamente esquecida, como a de Aloys Hirt (1759-1837), uma figura incômoda e marginalizada com quem tanto Hegel quanto Goethe tiveram contato, mas que também foi fundamental para a concepção da instituição museológica em Berlim. Hirt, de fato, permaneceu no limiar, equilibrando-se entre os séculos XVIII e XIX, mas também estava entre dois gigantes da época como Hegel e Goethe, os quais desenvolveram uma sensibilidade “museológica” bastante original e evocativa, que poderia ser frutiferamente recuperada e colocada em sinergia com o programa museológico de Hirt para repensar a instituição museal, ajudando a tornar real o “Nunca-museu”, que ainda não existia.
Palavras-chave
Musealização, Estética, Museu, Nunca-museu