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Ser específico, metabolismo e limites naturais

Resumo

Este artigo reexamina o conceito de ser específico como o enquadramento normativo central do projeto crítico de Marx, contínuo à tradição kantiana e pós-kantiana de crítica. O estudo investiga como esse conceito, em sua relação com o de limites naturais, estrutura a compreensão marxiana da interação metabólica entre os seres humanos e a natureza e fundamenta sua crítica à lógica de acumulação irrestrita do capital. Para tanto, o artigo analisa inicialmente os conceitos de autoconsciência e ser específico, conforme desenvolvidos principalmente por Hegel e Marx. Em seguida, propõe uma nova interpretação da noção de limites naturais em conexão com a de ser específico, lançando luz ao sentido da tese marxiana de que o capital opera de maneira ilimitada ou desmedida. O artigo conclui que o conceito de limites naturais, ao compatibilizar restrição e capacidade humana de autotranscendência, constitui o enquadramento crítico de Marx contra a expansão ilimitada do capital, alheia à racionalidade e à finalidade intrínsecas à forma de vida humana.

Palavras-chave

Hegel, Marx, ser específico, limites naturais, metabolismo

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