A Lógica como metalógica

Eduardo Luft

Resumo


RESUMO: Seguindo o caminho inverso daqueles que compreendem – e buscam atualizar - o projeto da Ciência da Lógica como uma espécie de hiperlógica capaz de superar déficits de reflexão da lógica formal e, possivelmente, fundar-se de modo último, o presente artigo procura explorar o potencial crítico deste clássico de Hegel. A Lógica hegeliana deveria ser compreendida como uma metalógica que não nega, mas radicaliza a virada transcendental kantiana e, ao final, a supera. Assim como a Fenomenologia do Espírito pode ser concebida como uma metaepistemologia que reverte a epistemologia pura ou dogmática em uma abordagem que aprofunda e leva às últimas conseqüências a crítica da razão, a Lógica pode ser compreendida como a inversão da ontologia e da lógica puras ou dogmáticas em uma abordagem dinâmica e crítico-reconstrutiva em que todos os pressupostos (lógico-ontológicos) intocados da argumentação tornam-se problematizáveis. Por outro lado, se a ênfase hegeliana em uma fundamentação última do sistema do pensamento puro havia abafado este potencial crítico da Lógica, a recusa da teleologia do incondicionado - típica do Conceito hegeliano - contribuirá decisivamente para sua liberação.


ZUSAMMENFASSUNG: Auf einem Weg, der denen entgegengesetzt ist, die das Projekt der Wissenschaft der Logik als eine Art Hyperlogik verstehen und auszuführen versuchen, welche die Defizite der Reflexion der formalen Logik zu überwinden und sich in letztgültiger Weise zu begründen vermag, will dieser Artikel das kritische Potential des hegelschen Werks erkunden. Die hegelsche Logik sollte als eine Metalogik verstanden werden, die die transzendentale Wende Kants nicht negiert, sondern radikalisiert und schliesslich übersteigt. Wie die Phänomenologie des Geistes als eine Meta-Epistemologie verstanden werden kann, welche die reine oder dogmatische Epistemologie in eine Untersuchung verwandelt, die die Kritik der Vernunft vertieft und zu ihren letzten Konsequenzen führt, kann die Logik als Verwandlung der Ontologie und der reinen oder dogmatischen Logik in eine dynamische und kritischrekonstruktive Untersuchung aufgefasst werden, in der alle (logischontologischen) Voraussetzungen problematisierbar werden. Zwar hat die hegelsche Betonung der letztgültigen Begründung des Systems dieses kritische Potential der Logik gedämpft; die Zurückweisung der Teleologie des Unbedingten – eines Charakteristikums des Hegelschen Begriffs – wird aber entscheidend zu seiner Freisetzung beitragen.


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